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Conheça agora os 5 níveis de maturidade da área de RH

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Os 5 níveis de maturidade da área de RH servem como parâmetro para a evolução da sua gestão.

Em cada estágio, você melhora processos, aumenta a performance dos talentos e chega mais perto dos objetivos da empresa.

Assim, você consegue mensurar seu progresso e evoluir na direção certa, tendo como horizonte as melhores práticas e tendências da área.

Se você quer atingir o ponto alto da gestão estratégica, está na hora de conhecer melhor os 5 níveis de maturidade da área de RH.

Siga a leitura e descubra o quanto (e como) você precisa avançar. 

O que são níveis de maturidade da área de RH

Os níveis de maturidade da área de RH fazem parte de um modelo multiestágio focado em desenvolver e aprimorar a gestão de pessoas nas empresas.

Cada um desses níveis representa uma fase evolutiva dos processos gerenciais do RH, como degraus que vão sendo escalados conforme a organização melhora sua capacidade de atrair, reter e desenvolver talentos. 

Como referência, temos um modelo chamado People Capability Maturity Model (People CMM ou apenas PCMM), criado em 1995 pelos pesquisadores Bill Curtis, William Hefley e Sally Miller, do Software Engineering Institute (SEI). 

O framework foi inspirado no CMM da indústria da tecnologia, criado nos anos 1990 para aprimorar o desempenho das empresas de software, e usa a mesma lógica para determinar vários níveis de performance para o RH. 

Atualmente, o PCMM pertence ao CMMI Institute e está plenamente integrado às demandas da era digital.  

Seu objetivo é orientar as melhores práticas para desenvolver a gestão de pessoas, ajudando o RH a se tornar mais estratégico em um cenário ultracompetitivo

Por que é importante ter esses níveis como referência

Com a atualização do People CMM, temos uma ferramenta importante para guiar a evolução dos processos e funções gerenciais do RH. 

Ao utilizar os níveis propostos como referência, você consegue avaliar em qual estágio evolutivo se encontra e pode planejar os próximos passos no avanço da gestão.

Afinal, o RH passou muitos anos sendo visto como uma área puramente administrativa e burocrática, e sua guinada para o status estratégico ainda é recente.

Para acelerar a mudança e se adaptar ao novo cenário, você pode lançar mão de uma metodologia como o PCMM, que permite mensurar, controlar e otimizar sua gestão de pessoas continuamente.

No site oficial do CMMI, o modelo é descrito da seguinte forma:

“Um guia para aprimorar as capacidades do capital humano das organizações. Suas melhores práticas ajudam a identificar os gaps de competências, eliminar gargalos no workflow e empoderar equipes para desenvolver as habilidades essenciais ao sucesso da empresa.”

Então, se você quer uma referência confiável e um roteiro para melhorar seu RH, o PCMM pode ser muito útil.

Os 5 níveis de maturidade da área do RH

Você já deve estar curioso para conhecer os 5 níveis de maturidade da área de RH, certo?

Confira os estágios e veja onde sua empresa se encaixa. 

Nível 1: Inicial 

O nível Inicial do RH é o mais imaturo, e, portanto, onde há mais dificuldades para atrair e reter profissionais.

Em um cenário de escassez de talentos, as empresas nesse estágio podem ficar para trás, pois suas práticas de gestão são quase sempre desorganizadas e inconsistentes.

Geralmente, os colaboradores são gerenciados de forma intuitiva e sem qualquer controle, com falta de definição de processos, ausência de dados e baixos níveis de engajamento (isso se forem medidos).

É a típica empresa que realiza uma única avaliação de desempenho anual, que gera ansiedade e insegurança em todos, e que falha seriamente na experiência do colaborador

Nível 2: Gerenciado

Ao evoluir para o nível Gerenciado, o RH tem alguns avanços importantes na gestão de pessoas, especialmente em relação à conduta e preparo de seus gestores.

Nesse estágio, os líderes assumem a responsabilidade pelo bom desempenho de seus liderados e se voltam aos problemas essenciais como recrutamento, gestão de desempenho e tomada de decisão sobre remuneração.

Com a performance dos talentos no radar, os gestores se tornam vigilantes e se focam em:

  • Reduzir a sobrecarga de trabalho
  • Eliminar as distrações e problemas do ambiente
  • Melhorar os feedbacks e a capacitação
  • Tornar os objetivos de desempenho mais claros
  • Melhorar a comunicação e motivação.

Ou seja: as questões mais sérias recebem atenção, mas ainda há um longo caminho pela frente. 

Nível 3: Definido

O nível Definido marca a mudança de mindset dos líderes de RH: das práticas básicas de trabalho à construção de uma cultura organizacional.

É quando os gestores percebem que precisam ir além da execução e investir mais no planejamento, controle e padronização de processos.

Além disso, a sinergia entra em cena e exige a criação de uma arquitetura de trabalho, métodos de integração entre as equipes e práticas de alinhamento contínuo. 

Como resultado, o RH se torna o núcleo promotor da cultura da empresa e passa a se dedicar mais ao desenvolvimento dos profissionais, reconhecimento e engajamento.

Nível 4: Previsível

No nível Previsível, o RH já tem uma metodologia e cultura consolidadas, e começa a explorar as possibilidades do seu capital humano.

É o momento de adotar uma gestão data-driven (orientada por dados), usando as tecnologias de análise de dados para quantificar a capacitação dos colaboradores e medir seu desempenho com precisão. 

Além disso, são adotados conceitos atuais como employee voice e experiência do colaborador/candidato, valorizando a perspectiva humana na organização.

De modo geral, todos os processos de recrutamento, treinamento e avaliação são medidos e gerenciados de forma estratégica, acumulando um conhecimento valioso para a tomada de decisão. 

Nível 5: Otimizado

Finalmente, o RH atinge o nível Otimizado, onde todos estão plenamente integrados e focados na melhoria contínua.

É o estágio da inovação, em que o RH já atua com tecnologias como inteligência artificial, people analytics e análise preditiva, usando o poder dos dados para extrair o potencial máximo dos talentos e manter uma cultura irresistível.

No nível mais desenvolvido, a empresa também investe em employer branding e atrai os melhores talentos do mercado, oferecendo uma experiência do colaborador memorável. 

Além disso, o RH está muito mais ágil, com processos bem estruturados e tarefas automatizadas, deixando para trás qualquer função repetitiva e conquistando seu espaço na gestão estratégica da empresa. 

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